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Este relatório acompanha o percurso que vai da criação de mapas à vitória nos tribunais, examinando o papel que os mapas indígenas têm desempenhado na condução estratégica de diferentes processos judiciais, em várias partes do mundo. Com base em vários estudos de caso, ele aproxima a teoria da prática e da experiência concreta, além de trazer dicas e orientações para comunidades e aliados que queiram desenvolver iniciativas de mapeamento capazes de gerar impacto real.

Um dos desafios mais significativos que as comunidades indígenas enfrentam em contextos jurídicos é demonstrar o vínculo profundo que mantêm com seus territórios e mostrar como ameaças externas podem afetar suas terras, culturas e modos de vida. Mapas e dados de monitoramento fortalecem esses casos ao oferecer provas concretas em diferentes frentes:

Sobre os autores

Brian Parker

Brian Parker é advogado radicado no Equador, onde, há mais de quinze anos, trabalha ao lado de povos indígenas e defensores da terra em toda a porção ocidental da Amazônia (Equador, Colômbia e Peru). Seu trabalho está centrado na construção de parcerias justas e duradouras com organizações indígenas, apoiando-as na conquista de seus direitos territoriais, em sua autodeterminação e em suas próprias estratégias de defesa de suas terras e modos de vida.
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Brian fundou e liderou o programa jurídico da Amazon Frontlines e, junto à Aliança Ceibo, dirigiu posteriormente programas de defesa territorial, contribuindo para decisões judiciais históricas em favor dos Waorani, dos A’i Cofán de Sinangoe e dos Siekopai, no Equador e no Peru. Em cada um desses casos, o mapeamento e o monitoramento conduzidos pelas próprias comunidades foram centrais para a estratégia jurídica.

Atualmente, Brian atua como consultor independente, apoiando organizações voltadas aos direitos indígenas e ao clima, entre elas a Awana Digital.

Aliya Ryan

Aliya Ryan trabalha há vinte e cinco anos ao lado de defensores indígenas da terra, com foco em questões de direitos territoriais, mapeamento e monitoramento, a fim de promover a justiça social e ambiental e os movimentos de retomada de terras (landback).

Nos últimos dez anos, na Awana Digital, Aliya apoiou diretamente o trabalho de mapeamento e monitoramento dos Waorani, dos Siekopai e dos A’i Cofán, no Equador, e dos Ogiek do Monte Elgon, no Quênia, todos os quais utilizaram com sucesso seus dados de mapeamento em processos judiciais e em ações de incidência política.

O trabalho de Aliya se concentra no desenvolvimento de metodologias que fortalecem a autonomia e a soberania das comunidades sobre seus dados e tecnologias, para que o trabalho tenha impacto real.

Aliya também apoia as parcerias da Awana Digital com organizações indígenas, comunidades e seus aliados, cultivando relações de confiança para que as necessidades das comunidades orientem o desenvolvimento técnico da equipe.

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